Procuro-te.
Talvez estarás onde a deixei. Talvez a deixei onde não mais estás, ou pode ser ainda que a deixei onde nunca esteves.
Tento descobrir onde tu estás, sem ao menos saber se queres ser descoberta. Talvez o que te cobres hoje seja tão aconchegante ao ponto de te cobrir por completo. Então pra quê se descobrir, se o que te cobres não te cobra, apenas lhe cobre?
Encontrarei eu o caminho pra te descobrir ou será o que percurso já foi desencontrado pelo tempo?
Tempo este que não cobre nem descobre, muito menos encobre. Apenas corre. Não se envolve. Se omite, finge que nada faz, desconhece o que fica pra trás. Simplesmente passa e nem disfarça, deixando às traças o que descoberto ficou.
Por Rodrigo Martins
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sábado, 16 de maio de 2015
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